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Desempenho da indústria do ES destaca-se em janeiro, diz IBGE

A produção industrial do Espírito Santo aumentou 5,6% em janeiro, em relação a um mês antes, ficando bem acima da média nacional no período, de 1,1% de alta, na série com ajuste sazonal. A informação consta da Pesquisa Industrial Mensal Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com janeiro de 2009, houve crescimento generalizado nas áreas analisadas pelo organismo. Com forte avanço e acima da média nacional (16%), apareceram Espírito Santo (48,5%), Amazonas (33,9%), Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%) e Rio Grande do Sul (20,9%).

O crescimento atípico de 158,4% do setor extrativo, explicado principalmente pela recuperação no item minérios de ferro, influiu significativamente no resultado global. A indústria de transformação, que cresceu 24,0%, foi impulsionada em grande parte pela taxa de dois dígitos da metalurgia básica (52,7%), refletindo o aumento na produção de lingotes, blocos, tarugos e blocos de aço.

No Rio de Janeiro, o índice da produção industrial mostrou em janeiro último acréscimo de 0,3% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Este foi o quinto aumento consecutivo neste tipo de confronto, o que levou a uma expansão acumulada de 6,0% nesse período. Assim, o índice de média móvel trimestral, ao crescer 0,9% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro últimos, manteve a trajetória ascendente iniciada em março do ano passado.

No confronto com janeiro de 2009, a expansão foi de 10,7%, segundo mês de crescimento a dois dígitos, com resultado superior aos 4,5% assinalados no último trimestre de 2009, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Com isso, o indicador acumulado nos últimos doze meses manteve a trajetória de recuperação iniciada em novembro do ano passado, reduzindo o ritmo de queda, ao passar de -3,8% no fechamento de 2009 para -2,0% em janeiro de 2010.
Treze das 14 regiões pesquisadas avançaram no início do ano

No primeiro do mês deste ano, na comparação contra dezembro sobressaíram ainda a atividade fabril no Ceará e aquela em Pernambuco, com crescimento de 5,4% cada. No último caso, o resultado de janeiro representou uma mudança de rumo em relação ao fim de 2009, quando a produção industrial pernambucana declinou 2,5%.

As indústrias de São Paulo e Pará também verificaram taxa mensal idêntica de expansão da produção, de 3%. Vale notar que, de dezembro de 2009 para janeiro de 2010, dos 14 locais investigados pelo IBGE, 13 apuraram crescimento na atividade fabril. No Amazonas, a indústria apresentou estabilidade.

Na comparação anual, também com dois dígitos de avanço na produção industrial, ficaram Goiás (19,8%), Ceará (16,7%), São Paulo (15,6%), região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%) e Paraná (10,4%). Em Santa Catarina, a indústria verificou ampliação de 7,9% na atividade e, no Pará, de 5,8%. Em Pernambuco, a produção industrial subiu 1,2% no início de 2010, em relação a um ano antes.

Sobre o desempenho da indústria capixaba na base anual, a expansão de 48,5% foi a maior desde o início da série do IBGE. Já a alta de 33,9% apurada pela indústria amazonense implicou “a maior marca no confronto com igual mês do ano anterior desde abril de 2004″, conforme o instituto.

Fonte: O Globo e Valor Online

Em tempo de crise, apareça e cresça!

Não, não foi um erro de digitação. Ao invés da conhecida expressão “cresça e apareça”, em tempos de crise, a melhor opção é mesmo “apareça e cresça”. E bons exemplos, não faltam.

Começo pela indústria automobilística. Poucos setores foram tão afetados pela crise quanto esse, até o momento em que conseguiram pressionar o governo a reduzir – nem tanto assim – alguns impostos. Mas, mais importante do que a redução do IPI foi o que as montadoras e suas agências fizeram. As montadoras reuniram forças, aumentaram os investimentos em promoção (merchandising, marketing direto, mídia…) e o resultado aí está: aumento recorde nas vendas.
De nada adiantaria a redução no IPI incidente sobre os carros (uma queda muito pequena, digo mais uma vez), mas que foi muito bem explorada – e como – pelas montadoras, aumentando a sensação de oportunidade impredível nos consumidores que, mesmo com todas as dúvidas e inseguranças geradas pelo momento que vivemos, correram às concessionárias para comprar o seu carro 0 Km. E deu tão certo que conseguiram a prorrogação da redução por mais 90 dias, sem falar que esse tornou-se um belo argumento na luta pela redução da carga tributária e nas taxas de juros.

Outro exemplo vem das cervejarias. Em plena “crise”, as vendas de cervejas nesse verão aumentaram quase 8%!!!
Mas, ao invés de pensarem que com a crise as pessoas iriam “pisar no freio do consumo”, as cervejarias investiram pesado em ações de merchandising, patrocínio de eventos, mídia… o resultado está aí.

O último exemplo vem de um setor, digamos, inusitado. O futebol. Ou você acha que o que fizeram no Corinthians não foi uma jogada de mestre em Marketing?
Primeiro, fizeram tudo certinho e foram campeões da segunda divisão (e fizeram um auê com isso). Depois, aproveitando a visibilidade obtida com o título da segundona, contrataram o Ronaldo, alardeando aos 7 ventos como “a maior contratação da história do futebol brasileiro”. Isso gerou uma visibilidade inédita para a ‘marca’ Corinthians.
Como consequência, venderam um absurdo de camisas 9 do Corinthians, não apenas no Brasil, mas em vários outros países. Na Europa, houve fila em porta de lojas à espera da camisa com o nome de Ronaldo.
Imaginem o quanto o ‘timão’ e o ‘fenômeno’ estão faturando com isso… E pra amplificar tudo isso, o Ronaldo – um grande profissional, acima de tudo – fez a sua parte e foi logo marcando gols, aumentando ainda mais a ‘Ronaldo mania’. E tome venda de camisas e outras traquitanas com a marca Corinthians (dizem que vão lançar até um boneco do Ronaldo vestido com a camisa do timão).

Bem, amigos deste blog, esses 3 exemplos ilustram bem que, em momentos de crise – e apesar dela – quem aparece mais e melhor, cresce. Mas não basta sair por aí atirando pra todo lado. Há de se pensar, planejar o que será feito, avaliar o prós e contras de cada ação e aí sim, partir para o ataque em direção ao nosso objetivo que é sair dessa crise com o resultado positivo.

E antes que eu me esqueça: Tenha certeza de que não foram os presidentes das montadoras, nem os presidentes das cervejarias, muito menos o presidente do Corinthians que elaboraram essas estratégias todas ou criaram os seus respectivos anúncios. Eles até participam do processo, mas contam com equipes bem montadas em seus departamentos de marketing e o trabalho especializado de suas agências que elaboram campanhas, anúncios e estratégias de mídia. Tudo muito profissional.

Pense nisso…

É isso aí. Boa semana e um abraço a todos.