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Archive for abril, 2009

FX prepara novo site da Frucafé

Estamos na fase final da confecção do novo site da Frucafé Mudas e Plantas.
Em breve, mais novidades.

Um abraço.

Sai a lista das marcas mais valiosas do Brasil

Em breve, a revista Exame deverá publicar a lista das marcas mais valiosas do Brasil. O estudo realizado pela Brand Finance, reúne 110 empresas. Parte dessa relação, adiantamos aqui.

Apesar da crise financeira, os bancos lidaram a lista. Bradesco (R$ 16,265 bilhões), Itaú (R$ 11.814 bi) e Banco do Brasil (R$ 7.415 bi) ocupam os três primeiros lugares da lista, nesta ordem, seguidos por Volkswagem (R$ 6.629 bi) e Ambev (R$ 6.398 bi), que ocupam a quarta e a quinta colocação, respectivamente.
Vale ressaltar que na avaliação dessas duas últimas, foram considerados os valores de todas as marcas detidas pelas empresas e não apenas as marcas corporativas.
O melhor desempenho entre as 10 primeiras ficou por conta da marca Itaú, que saltou da 6ª posição em 2007 para a 2ª em 2008.

Em relação aos valores, a avaliação foi feita antes dos efeitos mais fortes da “marolinha”, mas nada que interfira radicalmente no ranking.

Chamo sua atenção para o percentual do valor das marcas em relação ao valor total das empresas. No caso do Bradesco, a marca responde por quase 30% do patrimônio da empresa, assim como a Vivo, cuja marca corresponde a pouco mais de 25% do patrimônio da corporação. Tais resultados comprovam o que sempre dissemos sobre a importância das marcas para o resultado financeiro das empresas.

O resultado da Brand Finance levou em conta uma pesquisa feita com 5.150 pessoas em todo o território nacional. O objetivo era compor um índice de força da marca. Os indicadores levados em conta foram produtos/serviços, preço, marketing e comunicação, governança corporativa e responsabilidade socioambiental, serviços ao consumidor e canal de distribuição. Para o índice final, a pesquisa considerou ainda a eficiência, margem operacional, rentabilidade, resultado líquido, patrimônio líquido e Ebitda de cada empresa.
Empresas com marcas consideradas valiosas, mas das quais não foram encontradas todas as informações financeiras, ficaram de fora do ranking. São elas: Nike, Visa, Mastercard, Google, Pepsico, TV Record, SBT, PWC, Americanas.com, Submarino, C&A, Adidas e HP.

Veja a lista completa das “Top 10″ do Brasil na tabela abaixo.

Mais detalhes da pesquisa: http://portalexame.abril.com.br/negocios

10 marcas mais valiosas do Brasil

10 marcas mais valiosas do Brasil

Em tempo de crise, apareça e cresça!

Não, não foi um erro de digitação. Ao invés da conhecida expressão “cresça e apareça”, em tempos de crise, a melhor opção é mesmo “apareça e cresça”. E bons exemplos, não faltam.

Começo pela indústria automobilística. Poucos setores foram tão afetados pela crise quanto esse, até o momento em que conseguiram pressionar o governo a reduzir – nem tanto assim – alguns impostos. Mas, mais importante do que a redução do IPI foi o que as montadoras e suas agências fizeram. As montadoras reuniram forças, aumentaram os investimentos em promoção (merchandising, marketing direto, mídia…) e o resultado aí está: aumento recorde nas vendas.
De nada adiantaria a redução no IPI incidente sobre os carros (uma queda muito pequena, digo mais uma vez), mas que foi muito bem explorada – e como – pelas montadoras, aumentando a sensação de oportunidade impredível nos consumidores que, mesmo com todas as dúvidas e inseguranças geradas pelo momento que vivemos, correram às concessionárias para comprar o seu carro 0 Km. E deu tão certo que conseguiram a prorrogação da redução por mais 90 dias, sem falar que esse tornou-se um belo argumento na luta pela redução da carga tributária e nas taxas de juros.

Outro exemplo vem das cervejarias. Em plena “crise”, as vendas de cervejas nesse verão aumentaram quase 8%!!!
Mas, ao invés de pensarem que com a crise as pessoas iriam “pisar no freio do consumo”, as cervejarias investiram pesado em ações de merchandising, patrocínio de eventos, mídia… o resultado está aí.

O último exemplo vem de um setor, digamos, inusitado. O futebol. Ou você acha que o que fizeram no Corinthians não foi uma jogada de mestre em Marketing?
Primeiro, fizeram tudo certinho e foram campeões da segunda divisão (e fizeram um auê com isso). Depois, aproveitando a visibilidade obtida com o título da segundona, contrataram o Ronaldo, alardeando aos 7 ventos como “a maior contratação da história do futebol brasileiro”. Isso gerou uma visibilidade inédita para a ‘marca’ Corinthians.
Como consequência, venderam um absurdo de camisas 9 do Corinthians, não apenas no Brasil, mas em vários outros países. Na Europa, houve fila em porta de lojas à espera da camisa com o nome de Ronaldo.
Imaginem o quanto o ‘timão’ e o ‘fenômeno’ estão faturando com isso… E pra amplificar tudo isso, o Ronaldo – um grande profissional, acima de tudo – fez a sua parte e foi logo marcando gols, aumentando ainda mais a ‘Ronaldo mania’. E tome venda de camisas e outras traquitanas com a marca Corinthians (dizem que vão lançar até um boneco do Ronaldo vestido com a camisa do timão).

Bem, amigos deste blog, esses 3 exemplos ilustram bem que, em momentos de crise – e apesar dela – quem aparece mais e melhor, cresce. Mas não basta sair por aí atirando pra todo lado. Há de se pensar, planejar o que será feito, avaliar o prós e contras de cada ação e aí sim, partir para o ataque em direção ao nosso objetivo que é sair dessa crise com o resultado positivo.

E antes que eu me esqueça: Tenha certeza de que não foram os presidentes das montadoras, nem os presidentes das cervejarias, muito menos o presidente do Corinthians que elaboraram essas estratégias todas ou criaram os seus respectivos anúncios. Eles até participam do processo, mas contam com equipes bem montadas em seus departamentos de marketing e o trabalho especializado de suas agências que elaboram campanhas, anúncios e estratégias de mídia. Tudo muito profissional.

Pense nisso…

É isso aí. Boa semana e um abraço a todos.

Design gosta de crise

Transcrevo aqui um artigo interessante de Lincoln Seragini.

Design gosta de crise

Nas crises as empresas seguram ou adiam a maioria dos investimentos. É a estratégia da prevenção, para manter os negócios sob controle, diminuindo os riscos. Como no futebol, é a tática de jogar na defesa para tentar evitar levar gols e, portanto, não perder o jogo.

O título deste artigo é auto-explicativo, acredito. Design é sinônimo de inovação e dentre os investimentos que apresentam a melhor relação custo-resultado, em épocas de crise, aparece o design como uma das melhores opções.

No caso das embalagens a simples mudança do grafismo, o que em última instância significa a mudança da arte-final para impressão, de fácil implementação, pode alterar o resultado das vendas imediatamente. A Seragini Design, num período de 28 anos de experiência, tem registrado uma média estatística de 30%, onde é usual ocorrerem aumentos de até 500% somente devido à mudança do design. Mesmo quando for exigido novos moldes, no caso de mudança da forma dos frascos por exemplo, o tamanho do investimento é relativamente baixo, comparado com novas instalações fabris ou investimentos importantes em marketing e comunicação. Naturalmente, uma empresa para crescer não pode prescindir dos investimentos acima. Só para lembrar, estamos assim falando porque estamos vivendo uma crise.

Ampliando para o país, a criatividade, inovação e design, são as melhores saídas para a crise. Isso vale para qualquer setor. É o que mais ouvimos hoje no mundo. Nos EUA, o editor da Business Week, Bruce Naussbaum, propôs ao novo presidente a criação da Secretaria da Inovação, indicando o presidente da IBM para ocupar o posto. A comunidade de design norte-americana, num congresso recente, escreveu um manifesto sugerindo cerca de 200 medidas, a maioria incluindo design, para ajudar o país sair da crise. No Brasil, em outubro do ano passado, na abertura da Bienal de Design em Brasília, foi lido um discurso de Lula pelo vice-presidente José Alencar, colocando o design na agenda do governo, que afirmou que a criação de marcas, inovação e design irão agregar valor aos produtos brasileiros e o empresário Jorge Gerdau, que liderou o movimento de qualidade e produtividade através d MBC (Movimento Brasil Competitivo) deixando como herança a valiosa Fundação Nacional da Qualidade, anunciou nesse mesmo dia, a intenção de criar a co-irmã, Fundação Nacional do Design, por reconhecer que o design é essencial para o aumento de nossa competitividade.

Agora gostaria de destacar um novo conceito relativo à gestão da inovação, denominado em sua versão original, de design innovation, que diferente da inovação tecnológica, usa o pensamento como capital estratégico, não necessitando de laboratórios e experiências científicas, cujos resultados geralmente são incertos, exigindo maiores investimentos e longo prazo para sua realização. O design innovation se baseia nos princípios do design thinking, a nova ciência da gestão da inovação (ver www.d.school.stanford.com).

Para finalizar, voltando ao tema do artigo, o design gosta de crise porque crise é sinônimo de problemas e oportunidades e o design se dá bem com os dois.